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domingo, 20 de abril de 2014

The Lost Child Of Philomena Lee and the Goddess of Fate

 
O que não enfrentamos em nós mesmos
                                                encontraremos como destino.
                                                                                                                                                                                          Carl G.Jung


A Deusa do Destino é infinitamente superior à figura materna -   

 a história de Philomena, a  mãe adolescente  

                                     à mercê das religiosas, na Irlanda de 1952.

 No livro 'Philomena' o jornalista Martin Sixsmith

revela a busca da mãe, Philomena  ao filho perdido, drama  comum e doloroso; preconceitos,  cegueira obediente, comportamentos repetidos, a trágica perda do self.

Como o filho, Philomena perde a mãe na infância, aos seis anos e meio, órfã de mãe, é encaminhada para o convento onde fica  até os dezoito anos quando vai morar com a tia. 

Ingenuidade e surpresa ao falar sobre o namoro e gravidez:
'Não sabia nada da vida, nem de onde vêm os bebês'.

O curto período na casa da tia é interrompido quando a gravidez é percebida e  Philomena volta para o convento.

Crueldade e hipocrisia; 
dar a luz no convento, ter o filho vendido pela congregação
- a ameaça da condenação eterna se revelasse 'seu segredo e culpa'.

Philomena mantém a promessa por cinquenta anos.

Enquanto as religiosas mantiveram em segredo:

nascimentos, mortes e adoções dos filhos

das mães adolescentes nascidos entre os anos de 1950 e 60.

Retiradas das famílias, para a Igreja Católica as adolescentes solteiras eram 'degeneradas morais'

                  sem autorização de permanecer com os filhos.

As jovens eram forçadas a trabalhar nas lavanderias do

convento, nas cozinhas ou estufas.

A Igreja abria suas portas para "mulheres caídas," e as explorava.

O estado irlandês pagava para aos conventos £1 por semana para cada jovem mãe aos seus cuidados

                                           e dois e seis pence para cada bebê.

Do convento as jovens só poderiam sair mediante o pagamento de 100 €, valor impossível para a maioria.

As mães cuidavam dos bebês durante um período de três anos no convento, e só após era dito  de que não ficaria com o filho, sem escolha.

 
 Apresentados como "órfãos" 

as crianças eram vendidos pela melhor oferta.

Americanos ricos  os compravam a uma taxa entre US $ 2.000

e US $ 3.000.

O jornalista Martin Sixsmith reúne registros de passaporte,

documentos arquivados e referências em antigos artigos de jornal e descobre:

Anthony Lee foi oferecido a um casal católico, Marge e Doc Hess, de St.Louis, Missouri.
 
Com nome  trocado para Michael Hess,
 
Anthony se torna  Michael Hess, advogado de sucesso no

                                        establishment político americano.

Martin Sixsmith  procura o filho perdido de Philomena,

Também Philomena  é procurada  por Anthony durante toda a vida.

Anthony elabora uma maneira de que ela um dia o encontre... o

local é onde nasceu...o convento. Testemunha silenciosa e presente.

Que figura de mãe Anthony procurava?   

  Jung nos traz a figura da mãe  universal, 

                                 a imagem muda na experiência individual.

Qual o significado da mãe pessoal?

Não é apenas da mãe pessoal que provêm todas as influências sobre a psique infantil,

 é muito mais o arquétipo projetado na mãe que outorga à mesma um caráter mitológico e

com isso lhe confere autoridade e até mesmo numinosidades.
 
Os efeitos que a mãe causa podem ser que correspondam  à qualidade ou atitudes existentes nela, a mãe pessoal, ou que só aparentam, projeções de tipo fantasioso, arquetípico por parte da criança.

A mãe que Anthony trazia em seu coração lhe deu a certeza de que 

   amor compartilhado por eles nos seus três

primeiros anos perdurariam durante toda sua vida.

                               E na vida de Philomena também.  

domingo, 14 de julho de 2013

INFÂNCIAS , ALICE MILLER, CHAPÈUZINHO VERMELHO...

      
                         Chapeuzinho Vermelho.  Ilustrações de Gustave Doré.

 Alice Miller...quem é Alice Miller?

                                            Sinônimo de proteção da infância.

Criadora do Projeto 'No Spank'

Um recurso para pais, alunos, educadores, formuladores de políticas de educação, profissionais de saúde, defensores das crianças, e todos que se preocupam com a segurança e o bem-estar das crianças.

"Não pode haver revelação mais aguçada da alma de uma sociedade do que a forma pela qual ela trata seus filhos." 
                                                               Nelson Mandela

Alice Miller; um olhar compassivo e corajoso sobre a infância de cada um de nós. 

Qual o sentimento daquela criança que fui um dia?  Lembro? Ao lembrar posso tentar compreender  a pessoa que me tornei.

Preciso de coragem para abrir a porta para a infância real, sem idealizações, e talvez me libertar de suas consequências destrutivas.

Poderá estar aqui a chave para entender, e quiçá superar, nossos comportamentos absurdos.  

"Crianças que têm a capacidade de percepção das coisas são castigadas, interiorizam as sanções de modo tão intenso que, quando se tornam adultas, já não conseguem perceber".

Quando quem foi maltratado na infância perceber quão destrutivo ou  autodestrutivo pode ser o efeito da forte ligação com seus cuidadores, poderá compreender a violência do dia-a-dia, mas não pensará que as causas poderão ser encontradas na infância.

Precisamos descobrir qual o significado emocional  da infância de cada um de nós para então descobrir as consequências devastadoras do exercício de poder da educação.

Urgente é nos recusarmos  a ver as pessoas como máquinas que exibem  comportamentos esperados.

Poderemos então nos maravilharmos com a inesgotável capacidade humana de superação de perdas e tragédias .

Entenderemos que aplausos ou fama não preencherão o vazio de quem vivenciou uma infância humilhada e maltratada.

Podemos entender e superar estes dramas se encontrarmos na vida a 'testemunha auxiliadora', aquela pessoa que auxilia a criança maltratada, ainda que de forma esporádica, oferecendo-lhe um pouco de apoio para contrabalançar  a crueldade que determina o seu dia a dia.

"Testemunhas conhecedoras" poderão ser terapeutas ou também professores esclarecidos, consultores, escritores, amizades.

                               
                                Histórias da mamãe gansa.  Ilustração Gustave Doré

As primeiras experiências emocionais deixam vestígios no corpo, são codificados como informações e influenciam na idade adulta, na forma de pensar, sentir e de agir mas que escapam à nossa consciência.

Disso resulta um círculo vicioso de violência.

A partir do conhecimento das emoções de nossa própria história, podemos chegar à uma consciência mais profunda.

Toda infância possui desilusões, frustrações e a esperança de que iremos superar e encontrar em nós mesmos força e coragem para seguir adiante.

 Alice Miller:   ' O drama da criança bem dotada',
'No princípio era a educação', 'A verdade liberta'

http://www.nospank.net/

http://www.alice-miller.com/index_en.php
 

sábado, 6 de abril de 2013

DOWN HOUSE: NO JARDIM DE CHARLES DARWIN



                     DOWN  HOUSE 


 A  CASA  DE CHARLES  DARWIN  E  SUA  FAMÍLIA                           
                     
http://www.english-heritage.org.uk/daysout/properties/home-of-charles-darwin-down-house/                                                                                


Em 1887, cinco anos depois da morte de Charles Darwin, seu filho Francis publicou sua Autobiografia escrita em 1876 entre as idades de 67 e 73 anos, com reflexões sobre sua vida e trabalho.

                            
                                       Chalk and water-colour drawing of Charles Darwin in 1840, by George Richmond. Reproduced courtesy of the Darwin Heirlooms Trust.
                                            http://www.christs.cam.ac.uk/darwin2009/
             

  Autobiografia
   1809- 1882

"Eu teria teria tido grande interesse em ler um esboço, mesmo curto e insípido como este, sobre a mente de meu avô, escrito por ele mesmo. Gostaria de saber o que pensava e fazia, como trabalhava.

Meu pai dizia que as pessoas com mente poderosa costumam ter lembranças que remontam a fases muito precoces da vida. Não é esse o meu caso, pois minha lembrança mais remota vai apenas à época em que eu tinha quatro anos e alguns meses.

Minha mãe morreu em julho de 1817, quando eu tinha pouco mais de oito anos. É estranho que eu mal consiga lembrar de alguma coisa sobre ela, exceto de seu leito de morte, seu vestido longo de veludo negro e sua curiosa mesinha de trabalho. Creio que meu esquecimento se deve, em parte, ao fato de que minhas irmãs, por sua enorme tristeza, nunca conseguiam falar nela ou mencionar seu nome, e, em parte, ao fato de que minha mãe esteve inválida durante um período que antecedeu sua morte."

"Também posso confessar aqui que, quando menino, eu era muito dado a inventar mentiras deliberadas, visando a provocar agitação.
Nesta época, ou talvez quando um pouco menor, às vezes eu roubava frutas para comer...

Quando era muito pequeno, lembro-me de roubar maçãs do pomar, para dá-las a uns meninos e rapazes que moravam em uma casa não muito distante de lá; antes de lhes entregar as frutas, eu fazia uma exibição, mostrando-lhes como era veloz na corrida; não percebia que era por causa das maçãs que eles demonstravam tanta surpresa e admiração por minha capacidade de correr. Lembro-me bem que ficava encantado quando eles declaravam nunca ter visto um menino tão veloz!"

"Posso acrescentar aqui algumas páginas sobre meu pai, que, sob muitos aspectos foi uma pessoa notável. Suas principais características mentais eram a capacidade de observação e a compaixão, nenhuma das quais jamais vi serem ultrapassadas ou sequer igualadas."
                                                         
                            Desenho do escritório de Charles Darwin


Na estufa e nos jardins de Down House, Charles Darwin continuou suas observações e experiências de viagens.

                 
                        O percurso da viagem do HMS Beagle. 1831 - 1836


O livro de Michael Boulter 'No Jardim de Charles Darwin',  mostra que as pesquisas feitas por Darwin em seu jardim pavimentaram o caminho para a moderna genética, o estudo das cadeias alimentares e da biodiversidade.

Em a "Descendência do Homem", Darwin concluiu que apesar de todas as "qualidades nobres" e "capacidades sublimes" da humanidade,


Cquote1.svgO homem ainda traz em sua estrutura física a marca indelével de sua origem primitiva.   Cquote2.svg
 

No jardim da Down House foi realizado o documentário da BBC 
'Darwin's Garden', onde foram recriados experimentos seguindo suas anotações.
 
Primeiro episódio: Mostra diversas experiências e investigações feitas antes da publicação do livro A Origem das Espécies.

Segundo episódio: Aborda diversas experiências realizadas após a publicação do livro.

Terceiro episódio: Descreve suas teorias  sobre a evolução humana no final de sua carreira, e suas conclusões. 


 
A seleção natural




A migração das plantas




http://www.english-heritage.org.uk/daysout/properties/home-of-charles-darwin-down-house/

http://www.historicbritain.com/vendor/charlesdarwin.aspx

 http://www.darwinproject.ac.uk/editors-blog/2013/03/27/382/

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O JARDIM DE GEORGE HARRISON



             George Harrison, sensível e apaixonado jardineiro.

                     
                                  Em Friar Park, para a capa de
                                      'All Things Must Pass'



George Harrison foi um jardineiro criativo e dedicado em Friar Park, a mansão neo-gótica vitoriana de 120 quartos  adquirida em 1970.

jardim de fantasia vitoriana criado por Sir Frank Crisp, em 1896, foi restaurado por George Harrison. São 12 hectares com labirintos, grutas, passagens subterrâneas e um jardim de pedras alpine em escala de Matterhorn.

                          
                                                     
                                          Nos jardins de Friar Park

                       
                 
                         

                     
   
                                                                                                                                               
                                        
                                      Antigos cartõs postais "The Alpine Gardens"

       
                                                

                   
                             http://www.beatlelinks.net/forums/showthread.php?p=1047303


Após a separação dos Beatles, George Harrison
'só queria ser um jardineiro plantando para a próxima geração '.

Harrison e sua mulher Olivia restauraram os extensos jardins e as fontes de água originalmente concebidas.

  Chelsea Flower Show 2008

 Como celebração de sua vida, música e filosofia,
foi apresentado no Chelsea Flower Show de maio de 2008
um jardim - metáfora de suas escolhas.


              " De Vida em Vida, Um Jardim Para George"
                        
 a viagem do material para o mundo espiritual.

                                

          

Garden for George

  Em 2011 Martin Scorsese fez o documentário, uma obra de arte: 

                  George Harrison: Vivendo no Mundo Material


Ao assisti-lo, se compreende porque suas músicas nos trazem prazer e emoção. George revela sua escolha de ser sincero consigo mesmo.

O filme fala sobre os primeiros anos dos Beatles e as relações entre eles. Da necessidade de George de sair dos holofotes e começar sua própria jornada, de encontrar algo mais na vida. E su
as escolhas foram alimentados por sua paixão pela música.


Ao assistir o documentário, se tem a noção de quão especial era George. Sempre que pensamos da vida de uma estrela do rock, pensamos no sucesso, fama e fortuna ... mas isto era a base de uma prisão que ele estava construindo em torno de si. D
eixou tudo para trás e foi buscar o que realmente importava.

 
Comove ouvir Dhani Harrison  dizer que quando criança não sabia que o pai  "era mais que um jardineiro"...  porque sempre o via dedicado ao  jardim.


Ouvir o próprio George falar da importância de  cultivar a vida espiritual...

E sobre "My  Sweet  Lord":  é um mantra... declara escolher viver o  mais importante, não perder tempo com o que não não tem significado. A vida é muito mais.
 

O depoimento de Astrid Kirchherr sobre as fotos tiradas no estúdio de Sutcliffe.
A emoção de Lennon ao lembrar do amigo falecido e a presença de George que o ampara e conforta sem dizer palavra...

Sua presença ao lado de John, que parece se despedaçar de dor, é o tipo de dom que encontramos em sua música. Nos conforta e anima para seguir adiante.

 Saber d
essas histórias me fez parar e ouvir suas músicas novamente, refletir, me voltar para o que realmente importa...


 O
documentário age como uma reflexão sobre a vida, as paixões e as visão de mundo. T
raz a volta à infância, quando a maioria de nós tem a certeza de esperar por um mundo melhor.

George Harrison foi não só um grande músico, era um ser humano especial.
Ele é, apenas sendo ele mesmo, um ser inspirador.



 O site de George: www.georgeharrison.com

 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

MEDO, PERIGO E SONHOS


Jardim dos Monstros,  Bomarzo - Viterbo, Siren
                                          
Figuras doentes - dependentes, acamadas, sofredoras - têm um exepcional poder de nos mover.
                                         Acordamos aflitos. 

O dia é assombrado, no limite escreve James Hillman em seu livro
'Re-vendo a Psicologia'.  E continua...

Estamos com medo, vulneráveis e em perigo. Queremos prevenir ou corrigir.

Sentimo-nos protetores, impelidos a corrigir, reparar. Confundimos algo doente com algo errado.

Imagens patológicas provocam culpa, as aflições nos atingem em parte através da culpa que provocam.

Sem tocar na longa tradição de pecado/doença, culpa pertence ao sentimento de estar por fora, perdendo.

Porém o verdadeiro equívoco é tomar a culpa literalmente.

O que coloca a culpa nos ombros do ego, que "não deveria" ter falhado. O patologizar reforça o estilo do ego e a culpa serve a um ganho secundário, aumentando o senso de importância do ego, agora superego, ocupando-se loucamente em reparar erros.

O ego culposo não é menos egocêntrico do que o ego orgulhoso.

Podemos abandonar o estilo culposo e enxergar um trabalho defensivo que evita o aparecimento de fantasias arquetípicas.

Mais do que a culpa, para o ponto de vista arquetípico importa
para quem:

a qual pessoa da psique e a qual mito pertence a minha aflição?


Jardim dos Monstros, Bomarzo - Orcus

Ela revela uma obrigação?

Quais figuras em quais complexos agora chamam a atenção?

Posso reconhecer de que através de uma experiência patologizada que estou ligado a pessoas arquetípicas  as quais querem algo de mim e a quem devo uma lembrança.

A imagem doentia tanto vicia quanto vitaliza, um avivar através da distorção.


A aflição  reflete um phatos, um mover-se ocorrendo na psique. Algo essencial para a sobrevivência da psique, sua própria vida e morte está sendo expresso.

Ficaríamos com os fenômenos do jeito  que são, não tratados, não curados, escreve James Hillman.

Fantasias de doenças são entendidas como fazendo parte  da profundidade da psique - nós somos psicólogos profundos em virtude desses enigmas patologizados que nos fornecem material subjetivo de reflexão psicológica.

Dentro de cada um de nós o patologizar acontece mesmo sem doenças.

 Nossas fantasias espontâneas mostram isso. O sentimento de algo "profundamente" errado que precisa de atenção imediata.

Com o patologizar vem o sentimento de forças obscuras das profundezas,  assim aparece nas fantasias de psicose latente.

Eu racharia e rastejariam para fora das rachaduras meus demônios patológicos.
 

domingo, 26 de agosto de 2012

O QUE EINSTEIN DISSE SOBRE AS ABELHAS...


"Sem as abelhas o homem pode desaparecer em quatro anos"

                              palavras de Einstein na primeira metade do século 20.


 O  desaparecimento de um dos mais importantes polinizadores da natureza:
                             as abelhas.
 

Brique de domingo, 27 de maio de 2012, na Banca do Atelier do Feltro, Robert, apicultor baiano vindo para o Congresso Brasileiro de Apicultura de Gramado foi quem me contou sobre a frase de Einstein.

E sobre abelhas.
 
Aqui o resumo do que conversamos, da preocupação e assombro com o que está acontecendo no silêncio quase invisível nas plantações, matas e jardins.


Há pouco mais de meio século, a frase  de Einstein foi interpretada como uma exaltação da importância das abelhas na natureza e não causou sensação ou preocupação.

Resgatada  nos anos 90, quando o que era ficção começou a se tornar realidade, a frase passou a assumir cada vez mais ares proféticos e apocalípticos.

Muitos cientistas acreditam que o desaparecimento das abelhas é o problema mais grave que a humanidade enfrenta.

A abelha transporta o pólen de uma flor para outra e dessa forma preserva o equilíbrio da vida vegetal.  Frutas, legumes e oleaginosas dependem e muito dessas pequeninas.

Dependemos dos polinizadores para mais de um terço das frutas e vegetais que comemos. Deles é um ecossistema frágil, essencial à vida no nosso planeta.

O motivo? Sem elas, ficaria muito mais difícil a polinização e com isso ficaria comprometida a produção de flores e frutos. Cairia não só o encantamento dos jardins, mas também a produção de alimentos.

 A polinização é vital à vida na Terra, mas é também, em grande parte, quase invisível ao olho humano.

 Foram notados gradativamente o desaparecimento de abelhas na Europa, Estados Unidos, Canadá e, então, no Brasil.

 
Nós, em Santa Catarina, tivemos um problema muito sério na primavera passada. Problema que se agrava muito e sempre nesta mesma época do ano”,
explica o professor Afonso Inácio Orth, um dos principais especialistas em abelhas do país.

“O primeiro grande risco é a fragilização da produção mundial de alimentos, principalmente pelo fato de nós dependermos quase que exclusivamente das abelhas.

Além disso, um risco secundário é o de afetarmos toda a ecologia local, porque essas abelhas também acabam polinizando as plantas nativas e, a partir do momento em que você elimina os polinizadores, as plantas nativas deixarão de se reproduzir e, com isto, nós poderemos estar alterando profundamente os ecossistemas”,
 na entrevista que concedeu à IHU On-Line por telefone.

ASAS  DA  VIDA

O cineasta Louie Schwartzberg mostra, neste incrível vídeo, o mundo intrincado do pólen e dos polinizadores com imagens fantásticas do seu filme Wings of Life (“Asas da Vida”), inspirado no [ desaparecimento de um dos principais polinizadores da natureza, as abelhas ].

 

http://www.youtube.com/watch?v=yMw7airNWA4&feature=player_embedded

http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/tag/abelhas/


Desde o fim do ano passado, mais da metade dos estados

 americanos perderam entre 50% e 90% das abelhas (de um

total de 2,4 milhões de colônias comerciais, cada uma com cerca

 de 30 mil apídeos.


 Abelhas são vitais para o ser humano.
 
 Essenciais para a agricultura, elas polinizam cerca de 90 tipos

de frutas, vegetais e a soja.

O desaparecimento das abelhas é um fenômeno global.
 
http://averdadeestampada.blogspot.com.br/2011/01/tem-alguma-coisa-errada-na-terra.html
 


 
 
Abelha mamangava

 
A abelha mamangava está desaparecendo do Sul do

 Brasil, mostram cientistas da UFPR.
 
 A principal acusada dessa extinção local é a mudança

climática.


Sofia Moutinho
Nova vítima do aquecimento global?
Abelha rainha da espécie Bombus bellicosus,  popularmente conhecida como mamangava, extinta no Paraná e ameaçada em todo o Sul do Brasil 
                    (foto: Laboratório de Biologia Comparada de Hymenoptera/UFPR).

 
Bombus bellicosus


Pesquisa brasileira revela que a espécie
 Bombus bellicosus pode estar extinta localmente no Brasil.

 O inseto, originalmente encontrado em áreas de vegetação campestre no Sul do país, desapareceu do Paraná, onde era abundante, mas ainda se mantém no Uruguai e Argentina.  
 
Cientistas monitoraram Ponta Grossa, no Paraná, além dos municípios de Esteio e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul e algumas regiões de Curitiba e Santa Catarina.

Nenhum espécime foi encontrado vivo no Paraná e constatou-se que a espécie está em processo de extinção nas outras regiões. 
 
Região de borda

 
A bióloga  Aline Martins, explica que no Paraná a abelha habitava uma região no limite norte de sua distribuição no Brasil, e isso parece ter colaborado para a extinção local do animal.
  
Outro indício de que as mudanças climáticas seriam as principais responsáveis pelo sumiço da mamangava é o #rescimento populacional de outras duas espécies de abelha da região que toleram temperaturas mais elevadas.


 O sumiço das abelhas

Somente entre 1950 e 2000, 13 espécies do gênero Bombus desapareceram em pelo menos um país europeu e quatro já são consideradas extintas da Europa.

A abelha é considerada um importante indicador de qualidade ambiental por ser um inseto muito sensível às mudanças do meio.  

A pesquisa com as mamangavas faz parte de um projeto que desde 1960 monitora a fauna de abelhas em Curitiba.