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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CONSTRUA / ENCONTRE A SAÍDA DE SEU LABIRINTO

                          CONSTRUA  /  ENCONTRE   A  SAÍDA  DE  SEU  LABIRINTO

                                   CONSTRUA  SEU  LABIRINTO

O pesquisador de labirintos David Willis McCullough diz que " mesmo um labirinto novo tem seu passado". Também chama a atenção para que além da lenda de Creta e seu labirinto, povos tão diferentes como gregos e índios americanos faziam versões similares.
É fácil de fazer o formato atribuído à versão cretense:

1- Material: um lápis e uma folha de papel.

2-Trace uma cruz no centro com os lados do mesmo comprimento.

3- Coloque em cada quadrante da cruz um ponto na extremidade diagonal de
cada parte de modo que os quatro pontos façam um quadrado com a cruz em
seu interior.



4- Não ligue os pontos.
5-Ligue a extremidade posterior da cruz com o ponto à direita formando uma
espécie de gancho. 
                                                                

6- Ligue a extremidade direita da cruz com o ponto na parte superior à esquerda
O traçado deve ser curvo e passar por cima do gancho feito no item anterior.


7- Faça o mesmo com a extremidade esquerda da cruz, que será ligada à (sempre
em curva) com o ponto da parte inferior à direita.
                                                                                         



8- Por fim ligue a extremidade inferior da cruz com o ponto da parte inferior à
esquerda da cruz, sempre passando o traço por cima dos demais.


                                                   
Você obterá o desenho clássica do labirinto, com três voltas.
 O "peregrino" segue um único caminho até o centro delimitado pela cruz, depois de três voltas.
Experimente fazer o mesmo desenho no sentido inverso.
Perceberá que o símbolo é absolutamente simétrico, o que impressiona.

                 http://www.revistafilosofia.com.br/eslh/Edicoes/8/imprime78907.asp



 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

LABIRINTO X MEDITAÇÂO

Teseu e o Minotauro. Mosaico romano.


 "Labirinto" (em inglês: labyrinth) tem apenas um caminho que leva até o centro e ensina sobre centramento.

A etimologia da palavra labirinto é misteriosa. O mais provável é que derive do substantivo grego lábrys, machado com duas lâminas, símbolo do poder real e que designava o palácio real de Cnossos, na ilha de Creta.
Suas voltas pra direita e esquerda equilibram os dois hemisférios cerebrais. 
Nas suas versões espiraladas, os labirintos são conhecidos e utilizados desde os tempos das cavernas.

Foram os gregos antigos, ao que tudo indica, que atribuíram a essas belas construções geométricas um caráter mágico e mítico.

Diz-se que o primeiro labirinto foi construído pelo arquiteto grego Dédalo nas proximidades do palácio de Cnossos, na ilha de Creta.

A obra foi encomendada pelo rei Minos que, segundo o mito, desejava aprisionar no seu interior um ser monstruoso, metade homem, metade touro, o Minotauro.
Todos os que penetravam no labirinto pereciam.
Mas Teseu consegue vencer o monstro e sair do labirinto graças a um fio de lã de um novelo que lhe fora dado por Ariadne, filha de Minos.

O labirinto, arquétipo encontrável em várias tradições religiosas;
o labirinto que Dédalo contruíra para o Minotauro em Minos, a rigor uma prisão para o homem-touro, possui apenas um trajeto sem armadilhas ou becos sem saída;


  



Labirinto do ano de 1220 no piso de pedra da catedral de Chartres, possui 13m de diâmetro, também é conhecido como o Caminho de Jerusalém por ser utilizado pelos fiéis que não podiam ir à Terra Santa.

Tem 11 voltas, 10 representam a divindade e 1 representa a força, a compreensão da espiritualidade.

O percurso se desenrola passando-se através dos quatro quadrantes: Norte, Sul, Leste e Oeste.O percurso podia ser percorrido tanto como penitência quanto como peregrinação simbólica à Terra Santa.

No labirinto de Chartres ao contrário do grego, o caminho de entrada é o inverso do de saída.
O labirinto seria uma maneira do peregrino recriar sua peregrinação à uma terra distante Jerusalém, movendo-se ao longo do caminho enquanto diz suas orações.

Podem ser 3 as etapas no trajeto:

Purgação (Libertação) - uma libertação, um abandono dos detalhes da vida. É o ato de verter pensamentos e distrações. Um tempo para abrir o coração e a mente.
Iluminação (Recepção) - quando chegar no centro, permaneça lá tanto quanto quiser. É um lugar de meditação e reza. Receba o que está lá para você receber.
União (Retorno) - à medida que sai, seguindo o mesmo trajeto para o centro que usou ao entrar, você passa à terceira etapa, a qual é unir-se a Deus, seu Poder Superior, ou às forças restauradoras atuantes no mundo.
Cada vez que se percorre o labirinto, torna-se mais fortalecido para encontrar e fazer o trabalho que sua alma procura.

Interessante observar que as recomendações para percorrer o trajeto sejam semelhantes às de alguém que inicia uma meditação:

Silencie sua mente e fique atento à sua respiração. Permita-se encontrar a paz que seu corpo quer. O caminho tem dois sentidos. Aqueles indo encontrarão os que voltam. Pode-se ultrapassar ou deixar os outros passarem por você. Aja com naturalidade quando encontrar alguém.

O labirinto é um símbolo ancestral utilizado para meditação e orações que une um círculo a uma espiral, formando um caminho que representa a viagem ao seu eu interior e seu retorno ao mundo. 
Um correspondente ocidental às mandalas orientais.

Várias catedrais pela Europa tem o desenho de um labirinto próximo à pia batismal, simbolizando nossos primeiros passos pelo caminho espiritual.

Os peregrinos faziam a viagem até uma dessas importantes catedrais e percorriam o labirinto até o centro e de volta pra fora. Caminhar pelo labirinto pode significar uma iniciação, um despertar.

O labirinto é definido como uma rede de caminhos cruzados, de onde é difícil sair, mas, na verdade, existem dois tipos de labirintos.

Os "Dédalos" (em inglês: maze) são os labirintos cheios de caminhos sem saída com a função de confundir quem os percorre e tenta chegar ao centro. O nome vem de Daedalus, arquiteto grego que desenhou o labirinto de Creta para prender o Minotauro.


Independente de toda simbologia envolvida, podemos percorrer o labirinto com vários objetivos: equilíbrio e centramento, conexão com o eu superior, aumento da percepção ou experimentar energias.

E quando chegar ao centro podemos relaxar, meditar ou até encontrar respostas.



Este labirinto  tem 7 voltas que estão associadas aos 7 mais conhecidos centros de poder (chakras) do corpo.
Escolha o seu.


MULHER DE LÓ, A MULHER SEM NOME

A história do "olhar para trás" da mulher de Ló Gn (19,26).
"estando atrás dele, olhou para trás e se tornou uma estátua de sal" (v. 26).


  
A mulher de Ló como não parava de olhar para trás para ver a destruição de Sodoma, da qual ambos tinham sido salvos, foi transformada em uma estátua de sal.
 Comentadores veem a origem de seu movimeto nas lembranças da familia e de familiares. Frustações, preocupações, dores do amor do complexo materno, são modos de a psique produzir sal, retornando aos eventos para transformá-los em experiências.
O perigo aqui é a fixação das recordações dos traumas de infância ou numa noção literalizada e personalizada da própria experiência.

"Sou aquilo que experienciei, que vivi".

Paracelso define o sal como o princípio da fixação.

Água salgada, presente de Poseidon (Greek: Ποσειδῶν).
Latin for Neptune in Roman mythology.
Na mitologia grega Posídon (em grego antigo Ποσειδῶν, transl. Poseidōn), assumiu o estatuto de deus supremo do mar, conhecido pelos romanos  como Netuno. Os símbolos associados a Posídon com mais frequência eram o tridente e o golfinho.
A origem de Posídon é cretense, como atesta seu papel no mito do Minotauro. Na civilização minóica era o deus supremo, senhor do raio, atributo de Zeus, no panteão grego, daí o acordo da divisão de poderes entre eles, cabendo o mar ao antigo rei dos deuses minóicos

Heinrich Friedrich Fuger, Poseidon Enthroned, late 18th or early 19th century
Heinrich Friedrich Fuger, Poseidon Enthroned, late 18th or early 19th century