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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

LABIRINTO X MEDITAÇÂO

Teseu e o Minotauro. Mosaico romano.


 "Labirinto" (em inglês: labyrinth) tem apenas um caminho que leva até o centro e ensina sobre centramento.

A etimologia da palavra labirinto é misteriosa. O mais provável é que derive do substantivo grego lábrys, machado com duas lâminas, símbolo do poder real e que designava o palácio real de Cnossos, na ilha de Creta.
Suas voltas pra direita e esquerda equilibram os dois hemisférios cerebrais. 
Nas suas versões espiraladas, os labirintos são conhecidos e utilizados desde os tempos das cavernas.

Foram os gregos antigos, ao que tudo indica, que atribuíram a essas belas construções geométricas um caráter mágico e mítico.

Diz-se que o primeiro labirinto foi construído pelo arquiteto grego Dédalo nas proximidades do palácio de Cnossos, na ilha de Creta.

A obra foi encomendada pelo rei Minos que, segundo o mito, desejava aprisionar no seu interior um ser monstruoso, metade homem, metade touro, o Minotauro.
Todos os que penetravam no labirinto pereciam.
Mas Teseu consegue vencer o monstro e sair do labirinto graças a um fio de lã de um novelo que lhe fora dado por Ariadne, filha de Minos.

O labirinto, arquétipo encontrável em várias tradições religiosas;
o labirinto que Dédalo contruíra para o Minotauro em Minos, a rigor uma prisão para o homem-touro, possui apenas um trajeto sem armadilhas ou becos sem saída;


  



Labirinto do ano de 1220 no piso de pedra da catedral de Chartres, possui 13m de diâmetro, também é conhecido como o Caminho de Jerusalém por ser utilizado pelos fiéis que não podiam ir à Terra Santa.

Tem 11 voltas, 10 representam a divindade e 1 representa a força, a compreensão da espiritualidade.

O percurso se desenrola passando-se através dos quatro quadrantes: Norte, Sul, Leste e Oeste.O percurso podia ser percorrido tanto como penitência quanto como peregrinação simbólica à Terra Santa.

No labirinto de Chartres ao contrário do grego, o caminho de entrada é o inverso do de saída.
O labirinto seria uma maneira do peregrino recriar sua peregrinação à uma terra distante Jerusalém, movendo-se ao longo do caminho enquanto diz suas orações.

Podem ser 3 as etapas no trajeto:

Purgação (Libertação) - uma libertação, um abandono dos detalhes da vida. É o ato de verter pensamentos e distrações. Um tempo para abrir o coração e a mente.
Iluminação (Recepção) - quando chegar no centro, permaneça lá tanto quanto quiser. É um lugar de meditação e reza. Receba o que está lá para você receber.
União (Retorno) - à medida que sai, seguindo o mesmo trajeto para o centro que usou ao entrar, você passa à terceira etapa, a qual é unir-se a Deus, seu Poder Superior, ou às forças restauradoras atuantes no mundo.
Cada vez que se percorre o labirinto, torna-se mais fortalecido para encontrar e fazer o trabalho que sua alma procura.

Interessante observar que as recomendações para percorrer o trajeto sejam semelhantes às de alguém que inicia uma meditação:

Silencie sua mente e fique atento à sua respiração. Permita-se encontrar a paz que seu corpo quer. O caminho tem dois sentidos. Aqueles indo encontrarão os que voltam. Pode-se ultrapassar ou deixar os outros passarem por você. Aja com naturalidade quando encontrar alguém.

O labirinto é um símbolo ancestral utilizado para meditação e orações que une um círculo a uma espiral, formando um caminho que representa a viagem ao seu eu interior e seu retorno ao mundo. 
Um correspondente ocidental às mandalas orientais.

Várias catedrais pela Europa tem o desenho de um labirinto próximo à pia batismal, simbolizando nossos primeiros passos pelo caminho espiritual.

Os peregrinos faziam a viagem até uma dessas importantes catedrais e percorriam o labirinto até o centro e de volta pra fora. Caminhar pelo labirinto pode significar uma iniciação, um despertar.

O labirinto é definido como uma rede de caminhos cruzados, de onde é difícil sair, mas, na verdade, existem dois tipos de labirintos.

Os "Dédalos" (em inglês: maze) são os labirintos cheios de caminhos sem saída com a função de confundir quem os percorre e tenta chegar ao centro. O nome vem de Daedalus, arquiteto grego que desenhou o labirinto de Creta para prender o Minotauro.


Independente de toda simbologia envolvida, podemos percorrer o labirinto com vários objetivos: equilíbrio e centramento, conexão com o eu superior, aumento da percepção ou experimentar energias.

E quando chegar ao centro podemos relaxar, meditar ou até encontrar respostas.



Este labirinto  tem 7 voltas que estão associadas aos 7 mais conhecidos centros de poder (chakras) do corpo.
Escolha o seu.


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