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segunda-feira, 30 de abril de 2012

AINDA O SAL

                                                

 
                                                                     http://kkkill.tumblr.com/

                     O sal é quadrado, azul e coagula.

            Ele nos dá a consciência da repetição.


 disse James Hillman:

 quando paramos para pensar e refletir, estamos estabilizando e adicionando sal
à solução de forma a torná-la uma solução genuína.

Salgar um problema seria a capacidade de internalizar, de recebê-lo em nossa natureza mais íntima.
A solução será encontrada quando o problema é salgado, pois aí nos toca pessoalmente.
Quando admito que o problema é meu.

                                   Gosto amargo, humilhante e durável.

Quando choramos dissolvemos os pensamentos tristes, permitindo que se transformem em experiência sentida.

O sal seca o sentimento e permite que os pensamentos revigorem a alma. 

A psicologia alquímica apresenta o fator pessoal, que domina a psicologia do sal,

                                       como impessoal e comum à todos.

Quando trabalhamos nossa purificação, nossa melhora, percebemos que não é o "eu" o foco de nosso trabalho, é o sal. 

Na psicologia alquímica o sal ajuda a manter o trabalho imune de inflamar-se na inflação egoísta da culpa pessoal.

Assim como o sal macrocósmico conserva carnes, também precisamos do sal na ecologia microcósmica para fixar, manter, preservar. Precisamos de longas horas horas para digerir o que nos acontece.

Se quisermos guardar algo, devemos salmourá-lo.

                        O sal nos dá tempo, paciência e sobrevivência.

O mesmo sal que é a sabedoria honesta, a verdade sincera, o senso comum, a inteligência irônica e o sentimento subjetivo é também o sal destruidor.

                                       A dosagem é a arte do sal.

E só nosso gosto individual e o senso comum podem prescrever a dosagem.

Somente nosso sal pode saborear suas próprias necessidades.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Magellan Daisy e Joanne B Kaar

 Em 2011 postei no meu blog     "Têxtil Inspiração Milenar e Moderna "  

             o projeto  " PAPER BOATS"  de 2009  da artista Joanne B Kaar.
                                   
                                                    Exposição dos barcos em 2009

Agora a história:

Para ajudar a manter aberto para as futuras gerações o pequeno museu em Caithness onde mora, na Escócia.
Joanne convidou as pessoas a enviarem um barco que seria exibido e leiloado para arrecadar fundos.
A oferta mínima era de 2,00 libras por barco.
Data e tema foram inspirados na viagem inaugural do navio Westland  - 30 Janeiro 1879
( 130 anos em 2009 ) da Escócia para a Nova Zelândia.
O pai da fundadora do museu, Mary-Ann, William Young era membro da tripulação.
A renda foi de 1340 libras, foram enviados barcos de 25 países com122 participantes.

A história do projeto emociona, vale dar uma olhada.
http://www.joannebkaarpaperboats.blogspot.com.br/

O Brasil participou com dois barcos, o meu e o da minha amiga artista Barbara Benz que aceitou meu convite.


Meu barco feito com fios de telefone e contas
                                                 

Enviei para Joanne o Projeto "ALGUMA COISA NA ÁGUA - PROJETO BRASIL"
o primeiro projeto satélite a ser realizado da proposta de Wendy Osher e - Joanne vai participar!
Ansiosa espero sua "plastic tit".

E  Joanne escreveu:
" ... nós duas estamos fazendo o mesmo tipo de formas mas com diferentes propostas!! ( Sobre minhas pantufas de feltro).
E estou com um projeto sobre a planta Magellan Daisy, também chamada Magellan Ragwort, nome científico Smithii DC, ela cresce próximo à minha casa. É uma planta nativa da Argentina e Chile, supóe-se que tenha sido trazida à Caithness por baleeiros.

Joanne e Magellan Daisy


"Você já viu esta planta no Brasil? Estou interessada em fazer contatos com artistas e especialistas em plantas na América do Sul. Você tem alguma idéia sobre isto? Anexei a foto em que estou olhando para a Magellan Daisy!
Você tem o nome perfeito!! Daisy!"

Aqui o blog do projeto:
http://joannebkaarbakersbotanistswhalers.blogspot.co.uk/

Se alguém se interessar  pelas "Magellan Daisy" e quiser mandar/ trocar informações para a Joanne iremos adorar!

Joanne também está envolvida em tecer peças com GRAMA.

Isto mesmo. Olhe!
As peças  são feitas com a grama que cresce em frente à sua casa.

Sua inspiração foi Angus  MacPhee que usou grama para tecer suas peças durante os quase cinquenta anos em que ficou em um hospital psiquiártico. 
A exposição das peças fará parte de um evento neste primeiro semestre:

 " A extraordinária Vida e Trabalho de Angus  MacPhee"
 contada em prosa, poesia e filme.
 Roger Hutchinson e Chrys Salt, filme por Joanne B Kaar.

  
                      Peças  criativas com  grama  ou  feltro

                                     Joanne     e    Daisy


Inspirada em Angus McPhee, Joanne B Kaar teceu com grama.


 

         Viu similaridades entre minhas pantufas em feltro artesanal e as suas em grama.

         Minha inspiração vem da espetacular formação geológica da criação da terra 
          que comparo ao processo de feltrar e dos seres da floresta...


Joanne B Kaar, atrás outra peça tecida com grama.

E viva a criatividade!