Translate

domingo, 26 de agosto de 2012

O QUE EINSTEIN DISSE SOBRE AS ABELHAS...


"Sem as abelhas o homem pode desaparecer em quatro anos"

                              palavras de Einstein na primeira metade do século 20.


 O  desaparecimento de um dos mais importantes polinizadores da natureza:
                             as abelhas.
 

Brique de domingo, 27 de maio de 2012, na Banca do Atelier do Feltro, Robert, apicultor baiano vindo para o Congresso Brasileiro de Apicultura de Gramado foi quem me contou sobre a frase de Einstein.

E sobre abelhas.
 
Aqui o resumo do que conversamos, da preocupação e assombro com o que está acontecendo no silêncio quase invisível nas plantações, matas e jardins.


Há pouco mais de meio século, a frase  de Einstein foi interpretada como uma exaltação da importância das abelhas na natureza e não causou sensação ou preocupação.

Resgatada  nos anos 90, quando o que era ficção começou a se tornar realidade, a frase passou a assumir cada vez mais ares proféticos e apocalípticos.

Muitos cientistas acreditam que o desaparecimento das abelhas é o problema mais grave que a humanidade enfrenta.

A abelha transporta o pólen de uma flor para outra e dessa forma preserva o equilíbrio da vida vegetal.  Frutas, legumes e oleaginosas dependem e muito dessas pequeninas.

Dependemos dos polinizadores para mais de um terço das frutas e vegetais que comemos. Deles é um ecossistema frágil, essencial à vida no nosso planeta.

O motivo? Sem elas, ficaria muito mais difícil a polinização e com isso ficaria comprometida a produção de flores e frutos. Cairia não só o encantamento dos jardins, mas também a produção de alimentos.

 A polinização é vital à vida na Terra, mas é também, em grande parte, quase invisível ao olho humano.

 Foram notados gradativamente o desaparecimento de abelhas na Europa, Estados Unidos, Canadá e, então, no Brasil.

 
Nós, em Santa Catarina, tivemos um problema muito sério na primavera passada. Problema que se agrava muito e sempre nesta mesma época do ano”,
explica o professor Afonso Inácio Orth, um dos principais especialistas em abelhas do país.

“O primeiro grande risco é a fragilização da produção mundial de alimentos, principalmente pelo fato de nós dependermos quase que exclusivamente das abelhas.

Além disso, um risco secundário é o de afetarmos toda a ecologia local, porque essas abelhas também acabam polinizando as plantas nativas e, a partir do momento em que você elimina os polinizadores, as plantas nativas deixarão de se reproduzir e, com isto, nós poderemos estar alterando profundamente os ecossistemas”,
 na entrevista que concedeu à IHU On-Line por telefone.

ASAS  DA  VIDA

O cineasta Louie Schwartzberg mostra, neste incrível vídeo, o mundo intrincado do pólen e dos polinizadores com imagens fantásticas do seu filme Wings of Life (“Asas da Vida”), inspirado no [ desaparecimento de um dos principais polinizadores da natureza, as abelhas ].

 

http://www.youtube.com/watch?v=yMw7airNWA4&feature=player_embedded

http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/tag/abelhas/


Desde o fim do ano passado, mais da metade dos estados

 americanos perderam entre 50% e 90% das abelhas (de um

total de 2,4 milhões de colônias comerciais, cada uma com cerca

 de 30 mil apídeos.


 Abelhas são vitais para o ser humano.
 
 Essenciais para a agricultura, elas polinizam cerca de 90 tipos

de frutas, vegetais e a soja.

O desaparecimento das abelhas é um fenômeno global.
 
http://averdadeestampada.blogspot.com.br/2011/01/tem-alguma-coisa-errada-na-terra.html
 


 
 
Abelha mamangava

 
A abelha mamangava está desaparecendo do Sul do

 Brasil, mostram cientistas da UFPR.
 
 A principal acusada dessa extinção local é a mudança

climática.


Sofia Moutinho
Nova vítima do aquecimento global?
Abelha rainha da espécie Bombus bellicosus,  popularmente conhecida como mamangava, extinta no Paraná e ameaçada em todo o Sul do Brasil 
                    (foto: Laboratório de Biologia Comparada de Hymenoptera/UFPR).

 
Bombus bellicosus


Pesquisa brasileira revela que a espécie
 Bombus bellicosus pode estar extinta localmente no Brasil.

 O inseto, originalmente encontrado em áreas de vegetação campestre no Sul do país, desapareceu do Paraná, onde era abundante, mas ainda se mantém no Uruguai e Argentina.  
 
Cientistas monitoraram Ponta Grossa, no Paraná, além dos municípios de Esteio e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul e algumas regiões de Curitiba e Santa Catarina.

Nenhum espécime foi encontrado vivo no Paraná e constatou-se que a espécie está em processo de extinção nas outras regiões. 
 
Região de borda

 
A bióloga  Aline Martins, explica que no Paraná a abelha habitava uma região no limite norte de sua distribuição no Brasil, e isso parece ter colaborado para a extinção local do animal.
  
Outro indício de que as mudanças climáticas seriam as principais responsáveis pelo sumiço da mamangava é o #rescimento populacional de outras duas espécies de abelha da região que toleram temperaturas mais elevadas.


 O sumiço das abelhas

Somente entre 1950 e 2000, 13 espécies do gênero Bombus desapareceram em pelo menos um país europeu e quatro já são consideradas extintas da Europa.

A abelha é considerada um importante indicador de qualidade ambiental por ser um inseto muito sensível às mudanças do meio.  

A pesquisa com as mamangavas faz parte de um projeto que desde 1960 monitora a fauna de abelhas em Curitiba.